04 de Setembro de 2010  
Pedrogao 1-0 Sernache
Em Pedrógão de S. Pedro a equipa da casa venceu o ...

Convívio Pedroguense 2010
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Será este o ano do Pedrógão?
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  • Por: Manuel Martins dos Reis (manuel.martinsreis@gmail.com), em 15-06-2010
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    CONVÍVIO DOS PEDROGUENSES 2010 Uma reflexão à margem do Convívio: um apelo aos jovens O apelo que deixei exarado no meu “relato” anterior dizia respeito naturalmente aos pedroguenses mais veteranos (e, muito em especial, aos que não estão a residir na nossa terra). Agora e sem querer abusar da paciência de quem porventura o leia, vai este apelo aos (mais) jovens – e concretamente àqueles que fazem a sua vida no Pedrógão de S. Pedro. Aludi naquele meu “relato e apelo” à banda filarmónica (já extinta) - e acrescento agora que dela provieram alguns bons profissionais da música, tendo um deles feito carreira na prestigiada Filarmónica da antiga Emissora Nacional. Tive oportunidade de constatar que provém do Ranho Folclórico (de que ainda continua a fazer parte) um elemento que integra igualmente a Tuna Universitária que se exibiu no Convívio. Pela Escola Dr. Augusto Falcão passaram alunos que se vieram a notabilizar no mundo do ensino (professores do ensino superior – universitário e politécnico – , secundário e básico); da medicina; do direito (magistrados, advogados e funcionários dos tribunais); da engenharia; do funcionalismo público; das forças armadas (oficiais, sargentos e praças) e militarizadas (GNR); da PSP e da (antiga) Guarda Fiscal; dos negócios; da construção civil; da pintura, etc, etc. (Que eu saiba ainda não surgiu nenhum Cristiano Ronaldo das hostes da equipa de futebol da Associação, mas ainda não é tarde…). Ou seja e em resumo: não é pelo facto de o Pedrógão de S. Pedro ser uma terra pequena e sem grandes recursos que não podemos desenvolver os nossos talentos, até porque - felizmente para todos nós! – com o extraordinário progresso que se tem verificado ultimamente em todos os domínios do saber as distâncias e a falta de recursos materiais já não constituem barreiras que não possam ser ultrapassadas pela força do nosso querer. Dir-me-ão: mas, pela escassez de mercado de trabalho e de condições, só saindo da terra, como muitos fizeram, é que se conseguirão melhores oportunidades. E, se calhar, em alguns casos, assim será. Mas porque o “bichinho” se começa a desenvolver dentro de nós nos tempos da nossa meninice, e porque ninguém sabe o dia de amanhã, o meu apelo (aos mais jovens) vai precisamente nesse sentido: para que aproveitem as condições que hoje lhes são proporcionadas (as possíveis, que não talvez não as ideais nem as mais desejadas) para incrementarem as vossas reais potencialidades. E, porque ninguém consegue sozinho resolver todos os problemas, creiam que ajuda bastante o trabalho em grupo: organizem-se e participem nas actividades colectivas (seja de índole desportiva, recreativa ou cultural) e não deixem extinguir as tradições nem o que de bom existe (como o Rancho Folclórico). Mais tarde recordarão com saudade esta fase da vossa vida e reconhecerão como lhes foi muito proveitosa e que foi à custa das dificuldades que porventura possam ter de enfrentar que robusteceram a vossa personalidade e a construção do vosso futuro. Manuel Martins dos Reis

    Por: Manuel Martins dos Reis (manuel.martinsreis@gmail.com), em 13-06-2010
    Comentário:
    Convívio de Pedroguenses 2010 O meu relato e um apelo Teve lugar ontem, 12 de Junho de 2010, o convívio de pedroguenses na Associação Desportiva e Cultural de Vila Fria, a que tive o prazer de estar presente, como tem sucedido em anos anteriores. Pareceu-me que havia menos pessoas do que noutros convívios: fruto da crise, desinteresse ou falta de acesso à divulgação? Fosse qual fosse o motivo, ficou-me essa percepção. Mas notou-se um enorme o entusiasmo dos que compareceram e tive oportunidade de apreciar o privilégio que significa um evento deste género – em boa hora tornado prática anual. Como sou Virgem (nasci a 25 de Agosto), sou de lágrima fácil e procuro estar sempre atento aos problemas que nos rodeiam. Apreciei, por isso, (mais) essa feliz oportunidade de reviver os momentos idos e de trocar impressões com alguns patrícios nossos que, tendo em comum o grande amor à terra em que nascemos, mourejam (ou mourejaram) por outras terras na busca de uma vida melhor. Encontrei pessoas que já não via há mais de 50 anos e foi uma óptima ocasião para passar em revista os principais acontecimentos entretanto ocorridos. Foi, igualmente, com inultrapassável emoção que apreciei os discursos proferidos: . pelo senhor Presidente da Junta de Freguesia – responsável próximo pela condução das operações de concretização do convívio e, que, por isso, se torna credor de uma palavra de agradecimento; . pelo senhor Presidente da Câmara Municipal de Penamacor (também pedroguense), que, entre outras coisas, deu conhecimento do propósito de ser instituída uma Liga de Amigos do Pedrógão, com a finalidade altruísta de prossecução de objectivos de solidariedade social; . pela senhora ex-dirigente da Associação Cultural de Vila Fria que, não sendo natural do Pedrógão de S. Pedro, tem dado todo o seu apoio a estas realizações Cometeria uma enorme injustiça se não realçasse o esforço e dedicação de toda a vasta equipe que se disponibilizou para que nada faltasse, em termos de comes-e-bebes e de apoio a todos os participantes e se não deixasse umas palavras do meu maior apreço pela exibição da Tuna Académica e do Rancho Folclórico, que - como vem sendo seu timbre – fez uma excelente exibição. Em privado, só perguntei ao senhor Presidente da Junta de Freguesia se seria desta que a nossa querida Escola Dr. Augusto Falcão (por onde passaram todas as crianças do Pedrógão, após a sua edificação na década de 30) vai encerrar as suas portas… Conversei igualmente com elementos responsáveis pelo Rancho Folclórico, que muito aprecio, e tive o prazer de conversar com a autora dos maravilhosos vitrais que, desde a última Páscoa, passaram a embelezar a nossa Igreja Matriz. E é depois de tudo isso e com sentida emoção que permito lançar o apelo que segue: Iniciativas deste género não podem definhar; a Associação tem de continuar; o Rancho Folclórico não pode acabar (e enorme pena sinto eu por ter acabado a banda de música, na qual tocaram o meu pai e o meu irmão mais velho). Todas as iniciativas são bem vindas e devem ser desenvolvidas para que a nossa terra não se desertifique cada vez mais, sob pena de desaparecer do mapa. Há uns anos atrás, lembrei-me de sugerir uma campanha de adesão de sócios à Associação Desportiva, Recreativa e Cultural. Eu próprio aderi e consegui que alguns (poucos) pedroguenses o fizessem. Sei que a vida está cada vez mais difícil para todos. Mas, se o está para cada um de nós, certamente que o estará ainda mais para as agremiações colectivas - por definição, ao serviço de toda a colectividade. Mas acredito no espírito de solidariedade e em que a união faz a força. Cinco euros por mês não fazem falta a ninguém (pouco mais dão do que para comprar um maço de cigarros e pagar um café) mas cinco euros dados por uma centena ou duas de pessoas já poderá significar uma (embora pequena) ajuda para suportar os encargos fixos, cada vez de montante mais elevado, com a manutenção dessas actividades colectivas, que tanta satisfação nos dão. Cá fica, pois, o meu apelo - que ninguém me encomendou. Se houver adesões, ganharemos todos: os que vivem no Pedrógão de S. Pedro e os que, com maior ou menor frequência, o visitam, com alguma regularidade ou apenas na época das festas ou dos convívios. Se gostamos de ver a nossa terra bonita e a progredir, devemos também contribuir para isso. Muitos poucos fazem muito. Creio que, desta forma, poderemos contribuir para que a iniciativa se não perca. Manuel Martins dos Reis (Preguiça)

    Por: Eduardo Krithinas (edukrithinas@netcabo.pt), em 12-05-2010
    Comentário:
    Queria deixar minhas condolências pelo falecimento de um amigo de Pedrógão de São Pedro... amigo António Sardinha, que Deus tenha tua alma em descanso... Pedrógão ficou mais pobre com o desaparecimento dessa pessoa tão querida... do Amigo Edu, Guida, Rui, Paula e Sofia... estarás pra sempre na nossa lembrança.

    Por: (), em 27-04-2010
    Comentário:
    Cavaleiros do Norte * Quitexe BATALHÃO DE CAVALARIA 8423. Um espaço para informalmente falar de pessoas e estórias de um tempo em que se fez história. Aqui contando, de forma avulsa, algumas histórias de grupo de militares que foi a Angola fazer Abril e semear solidariedade e companheirismo! A partir do Quitexe, por Zalala, Aldeia Viçosa e Santa Isabel! E outras do Uige angolano, pátria de que ficámos apaixonados!

    Por: (), em 27-04-2010
    Comentário:
    O atirador de cavalaria Almeida que se fez padeiro... Miltares do PELREC. Em cima, da esquerda para a direita, Hipólito, Monteiro (furriel), ALMEIDA e Vicente. Em baixo, Garcia (alferes), Leal, Neto (furriel) e Aurélio (barbeiro) O 1º. cabo Almeida era atirador de Cavalaria e um ano mais velho que todos nós - os gloriosos «pelrec´s» da CCS dos Cavaleiros do Norte. Rezava a lenda de caserna que tinha ele fugido para França, a salto, e, por isso, teve incorporação militar um ano depois. Era de 72, nós 1973. Nunca ele, mesmo perguntado, confirmou se assim foi. O 1º. cabo Almeida era a paz em pessoa! Quiçá, envergonhado da sua condição humilde, parido que foi lá pelas serranias da Estrela, nas abas de Penamacor. Nunca dele se teve um problema. Foi sempre zeloso, cumpridor e aprumado, humilde até parecer excesso. A equipa de combate que comandava era do PELREC e disciplinada, corajosa, sem medos... E ele, para além das missões que lhe competiam, como atirador de cavalaria - comendo o pó das picadas e vencendo o medos dos trilhos de perigos das matas... - , emprestava-se ainda às tarefas internas da guarnição, sem um ai de queixume e indo para além do curial - por exemplo, fazendo-se padeiro e coordenando as tarefas de ordenação do refeitório. Ocorre-me isto, por ler um louvor do comando do BCAV. 8423, relevando «um militar muito disciplinado, correcto e sempre pronto a cumprir quaisquer serviços, mesmo voluntários, que se solicitassem». O documento dá especial ênfase ao período dramático de Junho de 1975, quando milhares de civis foram socorridos no BC12 e tinham de... comer. Pois o 1º. cabo Almeida, atirador de cavalaria que se fez padeiro, teve «esforço especialmente notório» nesse período de incidentes, «trabalhando dia e noite, para apoiar tão elevado número de pessoas». O militar Almeida, evoco-o como sempre disponível, sempre cumpridor e sempre atento, sem uma qualquer exuberância ou algum deslumbramento, sempre consciente dos momentos que se viviam. E também o lembro pelo pão quentinho que barrávamos de manteiga, às vezes recheávamos de queijo ou goiabada, ou presunto em dia de festa. Era pelas noites dentro, quando estávamos de serviço, no Quitexe ou em Carmona. E como era bom o casqueiro amassado e cozido pelo padeiro Almeida, no forno da CCS! - ALMEIDA: Joaquim Figueiredo de Almeida, 1º. cabo atirador de cavalaria, natural de Pedrogão de S. Pedro, em Penamacor. Faleceu a 28 de Fevereiro de 2009. - FALECIMENTOS. Garcia, Almeida, Vicente e Leal já faleceram Publicada por Viegas (ex-furriel miliciano) em 12:43 2 comentários



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